"A tecnologia virou commodities?"

Produtividade
  • 16/02/1917
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"A tecnologia virou commodities?"

Estudos apontam que nos Estados Unidos da América, que certamente pode ser considerado um lugar com um patamar de desenvolvimento e qualidade de vida, superiores a praticamente todos os países do mundo, foram perdidos na ultima década, três bilhões de dólares por ano somente em função do estresse no trabalho. Este numero foi gerado levando em consideração alguns fatores importantes: ineficácia no ambiente profissional, baixa qualidade de resultados, níveis de produtividade ínfimos , morte etc...O estresse, entre outros sintomas, esta relacionado à infelicidade, falta de bem estar, inexistência de sensação de pertencimento, baixa autoestima e ausência de objetivos de vida.

Um fator que agrava esta situação é a proximidade da humanidade com a dependência da tecnologia. Não há duvidas com relação à importância dos mecanismos tecnológicos na facilitação da sobrevivência como um todo, porem, esta mesma tecnologia em alguns momentos, nos afasta do nosso senso de humanidade, da nossa proximidade com os nossos sentimentos e os sentimentos dos que nos rodeiam e de uma comunicação orgânica, que foi durante muito tempo, uma das ferramentas de desenvolvimento mais poderosas e efetivas da nossa existência.

O horizonte nos apresenta avanços territoriais importantes no campo da tecnologia, e esta expansão, trará um inevitável encolhimento do espaço destinado às habilidades estáticas dos homens no contexto de desenvolvimento e evolução do planeta.

Com relação ao presente da humanidade, penso que a tecnologia já se tornou algo tão pertencente à paisagem do nosso cotidiano, que podemos inseri-la no hall das commodities, sim é isto mesmo, pois, praticamente todo ser pensante e pulsante do planeta possui um equipamento eletrônico como um de seus facilitadores de vida.

Equipamentos tecnológicos estão inseridos em praticamente todas as organizações do presente, e estarão em absolutamente todas do futuro, logo, serão as habilidades variáveis e colaborativas dos seres humanos que ocuparão o lugar de diferenciais competitivos.

Com isto, concluo que as commodities por si só, não possuem força para constituírem-se em elementos disruptivos dentro das organizações contemporâneas, e como a tecnologia no meu entendimento, se já não é, esta a um passo de tornar-se uma, quem assumira o patamar de impulsionador de evolução no futuro, será o ser humano com seu tele encéfalo único e seu bom e velho polegar opositor.

 

                                                                                                                     Por : Jean Pinho